quarta-feira, 19 de julho de 2017

Dia 22 de Julho na Lousã nova Festa da Caricatura para além da inauguração da exposição "Trevim 50 Anos com Humor" (pelas 15h na Biblioteca Municipal da Lousã) e "O Anti-heroi no humor de Imprensa - Do Zé Povinho ao Broncas / Ti Belmiro" pelas 15h30 (na Redacção do Jornal Trevim).


Integrada nas comemorações dos 50 anos do jornal regional "Trevim" (da Lousã) vai-se realizar naquela localidade mais uma Festa da Caricatura ( com quase uma dezena da caricaturistas a retratarem ao vivo quem apareça a partir das 16h30 e pelas 21h30 ) para além da inauguração da exposição "Trevim 50 Anos com Humor" (pelas 15h na Biblioteca Municipal da Lousã) e "O Anti-heroi no humor de Imprensa - Do Zé Povinho ao Broncas / Ti Belmiro" pelas 15h30 (na Redacção do Jornal Trevim). Nesta homenagem aos anti-herois não foi esquecido o Palhaço de Aleppo. Uma Organização Trevim e Produção Humorgrafe

terça-feira, 18 de julho de 2017

Dia 21 pelas 18h no Museu do Vinho de Alcobaça

O Museu do Vinho de Alcobaça dá continuidade à sua programação de exposições temporárias, inscritas no circuito nacional, com uma mostra que une o bom humor à cultura imaterial e material do vinho. Entre 22 de julho e 27 de agosto, estará patente, na Adega dos Balseiros, a exposição “O Espírito do Vinho e os Humores” cuja temática se insere no levantamento histórico do desenho humorístico associado ao tema do vinho.

A exposição comissariada por Osvaldo Macedo de Sousa (historiador e colecionador) é uma oportunidade rara para o público estabelecer contacto com trabalhos de desenho humorístico que vão do século XIX à contemporaneidade. Partindo de conceitos enológicos faz-se uma viagem pela história da caricatura na imprensa portuguesa e dos problemas que o vinho representou na sociedade ao longo dos anos, ou seja, desde 1809 à atualidade.

Uma exposição com alto teor alcoólico, com cultura e diversão e acima de tudo com muita arte. Os artistas que assinam estes desenhos são referencias históricas como Raphael Bordalo Pinheiro, Jorge Colaço, Jorge Barradas, Almada Negreiros, Stuart Carvalhais, Carlos Laranjeira, Xaquin Marin, Zé Oliveira. São também apresentados trabalhos mais recentes, como os criados nos Salões de Humor de 1999 e 2013 em Vila Real, ou outros de artistas luso-galaicos feitos de propósito para este evento.
Por ocasião da exposição, é lançado ainda um catálogo, com a chancela do Museu do Vinho de Alcobaça, que reporta a história da caricatura dedicada ao vinho e que pode ser adquirido no Museu por todos aqueles que se interessem por este tema.

Museu do Vinho de Alcobaça – Adega dos Balseiros
Terça a domingo: 10h às 13h / 14h às 18h
Entrada livre


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Crónica Rosário Breve Mau tempo no curral por Daniel Abrunheiro


1. O curral me(r)diático nacional é sobrepovoado de “homens da embalagem prateada” e de “rapazes do gongo dourado”. Por assim dizer. São reses pífias, gado repugnante a toda a decência cívica e impermeável ao atavio ético das poucas pessoas-de-bem que ainda por aí haja. A corrupção à portuguesa tinha de ter laivos afrobrasileiros. E tem. O colonialismo não acabou – passou mas foi a ser de lá para cá também, relegando-nos o ultramar ao estatuto de província que nunca deixámos afinal de ser. Mas calma. Nem era disto que queria falar-vos. De Agricultura é que sim.
2. De Agricultura”? Sim. Mesmo? Mesmo. Explicando: tenho andado a ler o Virgílio das Bucólicas, primeiro, e das Geórgicas, logo a seguir. Delícias de há dois mil anos e uns trocos. Sabeis bem que me refiro ao mesmo grande Poeta da épica Eneida. Claro, esse mesmo que amou em Teócrito e Hesíodo o que Dante e Camões amaram nele: o verso perfeito, o diapasão silábico, o frescor pitoresco e a rendida gratidão à Natura-Mater. Esse todo. Mas adiante, que já semelho sacristão sonhando com o vinho eucarístico que sobrou do santo sacrifício.
3. E a Agricultura? Que raio a ver com leiturices clássicas e/ou corrupções pindéricas? Calma. Ter, tem. Tem e cá vai: tanto nas Bucólicas como nas Geórgicas (sobretudo nestas derradeiras), elogia-se vivamente o desprendimento filosófico e a serenidade existencial resultantes da sã interacção, pelo trabalho como pela fruição, com o campo, a vida nele, a sabedoria da observação dos índices meteorológico-sazonais (as estações do ano, pronto), o cultivo de tudo: árvores, solos, sabores e aromas, a maravilha cíclica e ritual da dialéctica sementeira-colheira-poda-vindima. Até o omnipotente instintozinho sexual que faz o gado parecer-se com a gente. Ou nós com ele. E as abelhinhas. Não esquecer as abelhinhas.
4. Sim. OK. Porreirinho. Mas – e portanto? Aquilo da Agricultura o quê? O portanto está em que eu, uma destas manhãs, cedo como se nascesse, me achei achando, aos pés de um contentor juncado, um suplemento em papel daquela coisa digital a que a Direita de cá da parvónia chama Observador. Como sempre faço, colhi do chão o lixo. Preparava-me para o esquecer no odre municipal quando, de viés, o título me cativou: Dicionário dos Grandes Negócios, panfleto com textos de um Luís Rosa e ilustrações de um Henrique Monteiro. Já o não sacrifiquei à voragem benigna da reciclagem. Guardei-o no bornal, cheguei à pastelaria, botei café a ferver para a entranha e fumei como quem nunca há-de morrer a tossir. Tinha ante mim um dilema aparentemente fácil de solver: Virgílio ou o pasquinzito das escandaleiras inocentes-até-trânsito-em-julgado? Fraco, vim por estas. Virgílio, sendo eterno, podia bem esperar um bocadito. Lixei-me. Passei o mor e o melhor da matina a tresler, primeiro, e a sublinhar a fluorescente, depois, o coiso achado no chão. Entradas alfabéticas: Azul (Saco), Bataglia (Hélder), Bava (Zeinal), Espírito Santo (Família), Granadeiro (Henrique), Loureiro (Dias), Salgado (Ricardo), Silva (Carlos Santos), Sócrates (José), Veiga (José) e Vicente (Manuel). [Nota relevantíssima: este rol nada tem a ver com as “embalagens prateadas” nem com os “gongos dourados” do paleio figurado do ponto 1. desta crónica. Cuidado com isso, que não tenho dinheiro para prestidigitadores da vara.] Só que, assim de fulminante repente qual trombose terminal, zás! e zinga! – a Agricultura outra vez.
5. Sim. Ela toda. Foi quando lia o item relativo ao Granadeiro. O Granadeiro, sim, que terá preferido enriquecer a ser Henrique. Foi na pág.ª 7: […] Ricardo Salgado (…) classificou Henrique Granadeiro como um dos grandes sábios portugueses na área agrícola.” É que nem para mais nem por menos: Grande. Sábio. E agrícola. Chiça! Quem? O Henrique? Parece que sim. Parece que sumo mestre de herdades de comportas, fábricas de arrozes, herdades vinícolas, marcas de vinhos capazes de vales de ricos homens e de tapadas de barões. Tudo coisas, hoje, de arresto judicial, infelizmente, mas parece que antes de cornucópica, ou pandórica, maravilha. Fiquei de boca artilhada na quarta vogal. Então e o meu Virgílio ganadeiro ao pé deste Granadeiro épico também? Que desgraçado cotejo me o decepava ali cerce? Calma. Lembrei-me a tempíssimo do resgate. Bucólica Primeira, ali onde, ao pastor Títiro, o colega Melibeu fala pela vez segunda: “Não te invejo, me espanto, pois que tudo/pelo campo é desordem. De que modo!/Eu próprio, já doente, a estas cabras/empurro para a frente e à que tu vês/como custa puxá-la, pois que gémeos/pariu por uma moita e aos dois coitados/os teve de deixar em pedregulhos,/ó perdida esperança do rebanho!”.

6. Sim. Perdida. Digo: a esperança. O rebanho soma, que se não some, e segue, que de borla curral lhe damos. Até trânsito em (jul)gado. Diz a abelhinha.

sábado, 13 de maio de 2017

Rosário Breve A gente B.-B. ê-se por aí por Daniel Abrunheiro


Desenho de Onofre Varela

1 Maio também serve para desaparições pouco místicas. Terça-feira, 9 do corrente, foi a vez da de Baptista-Bastos, ao cabo de 83 anos de nascido. Foi um cultor da Língua de subido mérito. Gostava de jornais bem escritos e de livros bem lidos. Era pessoa e personagem. Conhecia milhares de histórias, foi protagonista de milhentas ele próprio. Correu todas as redacções, percorreu todas as ruas de uma Lisboa que, sua de nela nascer & de em ela morrer, poucos terão conhecido tão bem. Deixa admiradores, indiferentes e rancorosos. A mim, deixa-me vontade e pretexto para mansa releitura de alguma da sua literatura, que noutra idade abordei talvez sem a atenção mais proveitosa. Penso que o ângulo do obituário pode ser mais justo se, em vez de “Morreu Baptista-Bastos”, assentarmos que – B.-B. viveu. Ora, como é sabido, não se pode dizer o mesmo de toda a gente.
2 Não se pode dizer o mesmo de toda a gente porque há mortos-em-vida que por aí andam a roer broa muito mal empregadinha em tais dentuças. Ocupam os poleiros e mamam as mordomias que lhes presta a populaça pobrete & alegrete da nossa espécie de fatalidade. Parasitam todas as áreas da sociedade. Infestam, da mesma, todas as secções produtivas – volvendo-as improdutivas. Política, desporto, ex-cultura, culinária, turismo, jornalixo, hidráulica, estiva, transportes, câmaras, clubes de caça & pesca, lares da última idade, bombeiros, saúde, correios, eléctricas, esplanadas – a tudo esterilizam. E reproduzem-se muito, gerando criancinhas estupidificadas pela electrónica amestradora deste século em que a incomunicação pessoal está na razão inversa da profusão de máquinas de bolçar bitaites. Não sofro dúvida: o nosso é um tempo sem eira, sem beira e sem ramo de figueira. Mas quê? Chateio-me muito com isso? Cada vez menos. Sobrevivo e deixo sobreviver. Reciclo o dia antes que o ontem se faça tarde. Ainda agora.
3 Ainda agora, na esplanada de mesas daquele amarelo da publicidade ao chá de palhinha, estava o maralhal muito sossegado a estiolar à torreira de um sol bruto como as derrocadas mineiras. Nisto, uma inquietude assolou a assembleia de desirmanados. Uma ansiedade esquisita, um latejar de próstatas, uma ânsia de ganir à Lua vespertina. A causa? Uma mulher. Apareceu-nos ali sem azinheira nem aviso. De vestido justo a ponto de segunda pele, era um clarão de champanhe. Manava uma fragrância de peixe fresco alimentado a fruta e a leite, decerto por rabejar de cintura qual sereia profissional. Esfíngica, muda, impositiva & incómoda tipo mulher-do-fraque, fez-nos ranger a prótese dentária como se de repente tivéssemos começado todos a sorver esferovite. O B.-B. não lhe perdoaria. Nós perdoámos-lhe. Demorou-se pouco, ficando-nos portanto para sempre. Abençoada posta não-pescada. Milionàriazinha de sua avó. Bisontezinho de Foz Côa em diferido de Paris. Vontadezinha de ter um porta-chaves de BMW. Santa & Senhora. Tive de forçar com conhaque o açude represo do gasganete. De volta a casa, ainda estive para contar à minha mulher. Já nem sei porquê, não contei.

À aparição, dei apenas, cão velho que sou entre flores, um secreto adeus.

Inauguração da exposição de Fotografias de MMS (Margarida Macedo de Sousa) no Atmosfera M Porto no dia 8 de Maio.



 Com os primos Fernando e Regina Sousa Lopes

 Osvaldo Macedo de Sousa e Onofre Varela
 Com os primos Sousa Lopes

sábado, 6 de maio de 2017

Rosário Breve: Crónica à luz-roxa por Daniel Abrunheiro

Vejo mais pessoas a pé do que de pé. Curto e grosso: a pé, os do embuste anti-republicano de Fátima; de pé, as pessoas que (ainda) comemoram o 25 de Abril e o 1.º de Maio.
Por essas estradas, pirilampos bípedes de coletinho fluorescente: por essas praças, homens e mulheres livres por conta própria. Talvez sejam dois mundos irreconciliáveis. O mais certo é que o sejam de facto. Já me importei mais com isso. Já cheguei, até, a indignar-me com isso. Felizmente, os anos acumulados tornaram-me mais simples e mais bruto. Tenho repentes de ferocidade incendiária que um copito de branco fresco apaga sem grande esforço. Na base do que V. digo, está isto de eu vir do funeral de um Amigo. Aos 58 anos, o Tónio foi para nenhures. Daqui a uns tempos, o canteiro dos mármores resumi-lo-á a um nome entre duas datas. Pronto.
Na volta, vim impregnado da inútil revolta do costume. Entre gares rodoviárias, fui inútil e triste como uma biblioteca encerrada. As marcas quilométricas da auto-estrada sucediam-se sem fadiga, estúpidas, inocentes e branquinhas à maneira de cordeiros da Páscoa. Não pude ler. Não consegui escrever. Fui assistindo aos eucaliptos velocíssimos da vidraça. O vento que neles dava era o mesmo que me varre as ideias e as atitudes positivas. Senti-me, naturalmente, tramado: tenho mais coração do que cabeça. Para a cabeça, ainda há uns paliativos. Para o coração é que não há remédio.
E lá a minha terra, como estava a minha terra? Mais cansada, pareceu-me. O meu envelhecimento projectava-se nela como uma espécie de luz-roxa, dessa que antigamente, nas matinées dos “clúbios” recreativos dos pobres, punham os dentes e as fibras sintéticas da roupa a brilhar no escuro. Troquei com essa minha gente as palavras costumeiras. Alguma dessa minha gente é da classe “a pé”. Outra (minoritária, claro) é gente “de pé”. Não sei se me faço entender. Gosto dela toda, para bem dos meus pecados.
Lá deixámos o Tónio sufocado de flores de celofane. Fazia um calor mortífero. Lá fomos ao copito de branco fresco. Foi até ser meio-dia. Depois, cada qual foi para casa, fiquei eu sozinho no largo, dono tão-só de uma sombra vertical e implacável de toldo sem mesa nem cadeiras por baixo. A incerteza tomou conta de mim sem resistência. O branco fresco a sós é um bocadito pró triste. Um quase-terror assolou-me: “E se deixei de saber ler? E se nunca mais conseguir escrever?”
Pelos vistos, não aconteceu. Está um dia bonito, nesse mundo a que às vezes pertenço. Encerrei-me em casa, estores corridos contra a reverberação implacável de Maio. A realidade funciona sem meu concurso. Olha, telefona-me agora mesmo um dos meus Amigos ainda vivos. Tesouro, para mim. Dizemos chalaças. Dou por mim a rir-me como um chimpanzé num bananal.

Mas ai, Tónio. Ai, António Alves dos Santos (1958-2017).

quarta-feira, 19 de abril de 2017

CartoonXira 2017 inaugura dia 22 pelas 18h em Vila Franca de Xira

CARTOONXIRA 2017
| No próximo sábado dia 22 de Abril às 18h, no Celeiro da Patriarcal em Vila Franca de Xira, inaugura a exposição, Cartoons do ano com vários cartoonistas portugueses e o convidado internacional é o Quino. 

domingo, 9 de abril de 2017

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Exposição de fotografias de mms (Margarida Macedo de Sousa) no espaço Atmosfera M Rua Castilho 5 Lisboa até 28 de Abril

Quem quiser navegar no sonho floral, na alma da natureza através de um olhar diferente, introspectivo da natureza, pode ir a este espaço (das 10 ás 19h durante a semana e das 10h às 17h ao sábado) e ai sentir a alma da artista, a alma da mãe Gaia. Exposição a não perder

mms - IMPRESSÕES DE UM MICROCOSMOS

        Perspectivar o mundo é algo muito subjectivo, já que cada um se molda na visão que desenvolve pelos seus prismas pessoais, transformando o que parece realidade numa recriação quântica/ virtual individual ou de grupo.
        A imagem para mms (Margarida Macedo de Sousa) é o reencontro da sua alma, no prazer de captar o belo, não como estrutura codificada pelos conceitos, mas impressões do macrocosmos, pela ampliação do microcosmos do seu jardim. Procura na fotografia, um prazer que a preencha na sua criatividade estética, viajando, com a ajuda das lentes "macro", pelo mundo floral na busca de novos universos, dentro desses mundos reais que se podem recriar na perfeição das suas formas, cores e impressões visuais. O resultado dessa visão floral é estonteante na sua beleza multiforme impressionista em que a harmonia etérea dos esfumados, desfocagens, profundidades de contrastes e cores nos levam para outras concepções abstratizantes, mais estéticas que realistas, mais oníricas que físicas. mms não capta, pincela com o olhar, não regista, recria as formas e cores, não fotografa, pinta com as tecnologias fotográficas. Sem jogar com filtros ou trucagens, são fotos simples de puro prazer e beleza plástica, quais telas da natureza.
        Tímida e humilde nos seus primeiros passos fotográficos, alheando-se das questões técnicas, procura a essência da visão nas perspectivas da cor, no desfoque das luzes, no jogo das sombras e contrastes. Raiando por vezes a abstracção, procura pelo impressionismo da "macro", o belo escondido das flores do jardim, do quintal, aquele quotidiano que nem notamos na correria do dia-a--dia, reconstruindo-o em pormenores de profunda beleza visual. A simplicidade do belo é o que a atrai nas suas fotos, comunicando-nos o prazer da alma com que são executadas.

        margarida
        macedo de
        sousa, natural de Lisboa (1969) é licenciada em Tradução tendo estado toda a sua vida profissional ligada ao Teatro Nacional de São Carlos nos sectores de organização/produção, exercendo funções, neste momento, no Gabinete de Comunicação e Imagem.
        Como "gémeos" de signo que é, os seus hobbies são diversificados, divagando pelas artes artesanais onde a fotografia ganhou algum destaque nos últimos tempos, seja na captação da vida onírica dos bastidores líricos, seja no recorte da natureza e detalhes de viajante do nosso planeta.

        Esta é a terceira exposição individual da artista que se estreou em 2015 no Mês da Fotografia - ImaginArte-Almada, expondo em 2016 no Espaço "Marujo" em Espinhal - Penela integrada na XXVIII Feira do Mel do Espinhal, assim como na colectiva "ADN" no Mês da Fotografia - ImaginArte - Almada. Em 2017, para além desta exposição no Atmosfera M de Lisboa, tem agendadas para Maio no Espaço Atmosfera M - Porto, para Junho na Fábrica de Alternativas - Algés, para Setembro... novas mostras.

Rosário Breve Rosário Breve n.º 500 (mais um século) por Daniel Abrunheiro

 Sim, verdade: esta é a crónica n.º 500 da série Rosário Breve. Parece mentira. Quinhentas semanas aqui. Se é um privilégio não escrever para a gaveta, redobrado privilégio é fazê-lo na e para a última página deste Jornal. Sinto profundamente isto que aqui deixo dito. Faz em Maio próximo dez anos que aqui dei por publicada a primeira coluna. Estranha coisa: uma década esfumada assim, assim como se nada fosse. No entanto, cá cantam, nos ossos e no gasto de tantos lápis, esses dez anos. É com alguma perplexidade que conto cinzas. Quinhentos prumos de fumo, quinhentas miradas, quinhentos grandes-tudos & quinhentos pequenos-nadas. Adiante, todavia.
Adiante neste sentido: por felicíssima coincidência, esta crónica n.º 500 alinha-se em perfeita esquadria com uma outra efeméride que, essa sim, ilumina solarmente a minha vida – segunda-feira próxima, 10 de Abril, é o centenário do nascimento do senhor meu Pai. 500x100, portanto. Esta crónica só poderia ser deposta a seus pés. Mais do que um bom homem, o meu Pai foi um homem bom. A alteração do lugar do adjectivo diz (quási) tudo dele. Daniel dos Santos Abrunheiro nasceu a 10 de Abril de 1917, morrendo a 24 de Abril de 1994. Se em sorte me couber o total de anos que foi o dele, tenho ’inda mais 24 para fazer sombra pelo chão, honrando-lhe o nome até quando, à imitação dele, estiver dormindo.  
Encerro com um texto que lhe dediquei há uns anos já. Antes, todavia, deixo este recado ao meu Leitor: sou-te profundamente grato – sim, a ti, que tanto lápis me fazes gastar em prol de uma gaveta que não preciso de abrir.

Tesouro

Vi os olhos do meu pai na cara de um homem que passava na rua.
Durou pouco, o regresso desse olhar de cão batido.
O homem olhou-me com um olhar que já era o dele.
Fiquei parado na rua.
Fazia sol.
O meu destino, que na altura era ir ao multibanco, tinha perdido o sentido, como todos os destinos.
Os olhos do meu pai, caramba.
Estes anos todos sem ele, e ali estavam os olhos.
Preciso sempre de uma explicação.
Preciso sempre de saber tudo.
Continuei parado ao sol, à espera de perceber.
Não durou muito, a explicação.
Eu tinha parado diante de uma montra espelhada.
O sol devolvia-me todo um corpo de vidro e luz parecido comigo.
Olhei-me os sapatos, os joelhos, a aba do casaco, a gravata, a cara.
Nessa cara alheia, lá estava outra vez o olhar do meu pai.
Nunca mais volto ao multibanco.
Nunca mais vou precisar de dinheiro.

Um tesouro olha por mim.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Lançamento, no dia 1 em Moura do álbum de Carlos Rico de banda desenhada com a biografia de um mourense de eleição: José Coelho, músico e compositor

Lançamento do álbum de Carlos Rico de banda desenhada com a biografia de um mourense de eleição: José Coelho, músico e compositor cuja obra mais conhecida é o Hino a N.ª S.ª do Carmo, tocada em todos os pontos do país e não só.
Será no próximo sábado, dia 1, às três e meia da tarde, na feira do Livro de Moura.
A edição é da Câmara Municipal de Moura.
A seguir ao lançamento, haverá um concerto com a Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos".

E à noite, um outro concerto com os... Virgem Suta!

segunda-feira, 20 de março de 2017

No dia 21 de Março celebramos o aniversário de Bordalo Pinheiro com a inauguração da Exposição Lisboa de Bordalo. no Museu Bordalo Pinheiro (Campo Grande - Lisboa)

No dia 21 de Março celebramos o aniversário de Bordalo Pinheiro com a inauguração da Exposição Lisboa de Bordalo.
Um passeio sobre a Lisboa do fim do século XIX, com todos os condimentos que Bordalo sabe tão bem usar: informação, talento, humor.
Venha até ao Museu 3a feira, dia 21 de Março, às 18.30, ajudar a celebrar o 171º aniversário de Rafael Bordalo Pinheiro!
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sexta-feira, 3 de março de 2017

Tertulia - Caricatura, Historia & Iconografia dia 6 de Março pelas 18h30 no Museu Bordalo Pinheiro (Lisboa - Campo Grande)





















Pense bem: já imaginou o tecto de uma biblioteca com a representação de 1.695 personalidades da História da Arte Mundial?
Foi o que o caricaturista Rui Pimentel fez para a sua casa e que agora apresenta aqui no Museu Bordalo Pinheiro, na exposição Uma História da Arte Mundial.
Irene Flunser Pimentel, historiadora, Osvaldo Macedo de Sousa, historiador do humor e o próprio Rui Pimentel vão sentar-se connosco a conversar sobre esta exposição e a interpretar a razão de ser desta escolha tão pessoal e a forma como as personagens foram representadas.
Caricatura, História e Iconografia são assim os temas que vão iniciar a conversa, que se adivinha animada !
Na próxima 2a feira, dia 6 de Março, às 18.30