quarta-feira, 19 de abril de 2017

CartoonXira 2017 inaugura dia 22 pelas 18h em Vila Franca de Xira

CARTOONXIRA 2017
| No próximo sábado dia 22 de Abril às 18h, no Celeiro da Patriarcal em Vila Franca de Xira, inaugura a exposição, Cartoons do ano com vários cartoonistas portugueses e o convidado internacional é o Quino. 

domingo, 9 de abril de 2017

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Exposição de fotografias de mms (Margarida Macedo de Sousa) no espaço Atmosfera M Rua Castilho 5 Lisboa até 28 de Abril

Quem quiser navegar no sonho floral, na alma da natureza através de um olhar diferente, introspectivo da natureza, pode ir a este espaço (das 10 ás 19h durante a semana e das 10h às 17h ao sábado) e ai sentir a alma da artista, a alma da mãe Gaia. Exposição a não perder

mms - IMPRESSÕES DE UM MICROCOSMOS

        Perspectivar o mundo é algo muito subjectivo, já que cada um se molda na visão que desenvolve pelos seus prismas pessoais, transformando o que parece realidade numa recriação quântica/ virtual individual ou de grupo.
        A imagem para mms (Margarida Macedo de Sousa) é o reencontro da sua alma, no prazer de captar o belo, não como estrutura codificada pelos conceitos, mas impressões do macrocosmos, pela ampliação do microcosmos do seu jardim. Procura na fotografia, um prazer que a preencha na sua criatividade estética, viajando, com a ajuda das lentes "macro", pelo mundo floral na busca de novos universos, dentro desses mundos reais que se podem recriar na perfeição das suas formas, cores e impressões visuais. O resultado dessa visão floral é estonteante na sua beleza multiforme impressionista em que a harmonia etérea dos esfumados, desfocagens, profundidades de contrastes e cores nos levam para outras concepções abstratizantes, mais estéticas que realistas, mais oníricas que físicas. mms não capta, pincela com o olhar, não regista, recria as formas e cores, não fotografa, pinta com as tecnologias fotográficas. Sem jogar com filtros ou trucagens, são fotos simples de puro prazer e beleza plástica, quais telas da natureza.
        Tímida e humilde nos seus primeiros passos fotográficos, alheando-se das questões técnicas, procura a essência da visão nas perspectivas da cor, no desfoque das luzes, no jogo das sombras e contrastes. Raiando por vezes a abstracção, procura pelo impressionismo da "macro", o belo escondido das flores do jardim, do quintal, aquele quotidiano que nem notamos na correria do dia-a--dia, reconstruindo-o em pormenores de profunda beleza visual. A simplicidade do belo é o que a atrai nas suas fotos, comunicando-nos o prazer da alma com que são executadas.

        margarida
        macedo de
        sousa, natural de Lisboa (1969) é licenciada em Tradução tendo estado toda a sua vida profissional ligada ao Teatro Nacional de São Carlos nos sectores de organização/produção, exercendo funções, neste momento, no Gabinete de Comunicação e Imagem.
        Como "gémeos" de signo que é, os seus hobbies são diversificados, divagando pelas artes artesanais onde a fotografia ganhou algum destaque nos últimos tempos, seja na captação da vida onírica dos bastidores líricos, seja no recorte da natureza e detalhes de viajante do nosso planeta.

        Esta é a terceira exposição individual da artista que se estreou em 2015 no Mês da Fotografia - ImaginArte-Almada, expondo em 2016 no Espaço "Marujo" em Espinhal - Penela integrada na XXVIII Feira do Mel do Espinhal, assim como na colectiva "ADN" no Mês da Fotografia - ImaginArte - Almada. Em 2017, para além desta exposição no Atmosfera M de Lisboa, tem agendadas para Maio no Espaço Atmosfera M - Porto, para Junho na Fábrica de Alternativas - Algés, para Setembro... novas mostras.

Rosário Breve Rosário Breve n.º 500 (mais um século) por Daniel Abrunheiro

 Sim, verdade: esta é a crónica n.º 500 da série Rosário Breve. Parece mentira. Quinhentas semanas aqui. Se é um privilégio não escrever para a gaveta, redobrado privilégio é fazê-lo na e para a última página deste Jornal. Sinto profundamente isto que aqui deixo dito. Faz em Maio próximo dez anos que aqui dei por publicada a primeira coluna. Estranha coisa: uma década esfumada assim, assim como se nada fosse. No entanto, cá cantam, nos ossos e no gasto de tantos lápis, esses dez anos. É com alguma perplexidade que conto cinzas. Quinhentos prumos de fumo, quinhentas miradas, quinhentos grandes-tudos & quinhentos pequenos-nadas. Adiante, todavia.
Adiante neste sentido: por felicíssima coincidência, esta crónica n.º 500 alinha-se em perfeita esquadria com uma outra efeméride que, essa sim, ilumina solarmente a minha vida – segunda-feira próxima, 10 de Abril, é o centenário do nascimento do senhor meu Pai. 500x100, portanto. Esta crónica só poderia ser deposta a seus pés. Mais do que um bom homem, o meu Pai foi um homem bom. A alteração do lugar do adjectivo diz (quási) tudo dele. Daniel dos Santos Abrunheiro nasceu a 10 de Abril de 1917, morrendo a 24 de Abril de 1994. Se em sorte me couber o total de anos que foi o dele, tenho ’inda mais 24 para fazer sombra pelo chão, honrando-lhe o nome até quando, à imitação dele, estiver dormindo.  
Encerro com um texto que lhe dediquei há uns anos já. Antes, todavia, deixo este recado ao meu Leitor: sou-te profundamente grato – sim, a ti, que tanto lápis me fazes gastar em prol de uma gaveta que não preciso de abrir.

Tesouro

Vi os olhos do meu pai na cara de um homem que passava na rua.
Durou pouco, o regresso desse olhar de cão batido.
O homem olhou-me com um olhar que já era o dele.
Fiquei parado na rua.
Fazia sol.
O meu destino, que na altura era ir ao multibanco, tinha perdido o sentido, como todos os destinos.
Os olhos do meu pai, caramba.
Estes anos todos sem ele, e ali estavam os olhos.
Preciso sempre de uma explicação.
Preciso sempre de saber tudo.
Continuei parado ao sol, à espera de perceber.
Não durou muito, a explicação.
Eu tinha parado diante de uma montra espelhada.
O sol devolvia-me todo um corpo de vidro e luz parecido comigo.
Olhei-me os sapatos, os joelhos, a aba do casaco, a gravata, a cara.
Nessa cara alheia, lá estava outra vez o olhar do meu pai.
Nunca mais volto ao multibanco.
Nunca mais vou precisar de dinheiro.

Um tesouro olha por mim.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Lançamento, no dia 1 em Moura do álbum de Carlos Rico de banda desenhada com a biografia de um mourense de eleição: José Coelho, músico e compositor

Lançamento do álbum de Carlos Rico de banda desenhada com a biografia de um mourense de eleição: José Coelho, músico e compositor cuja obra mais conhecida é o Hino a N.ª S.ª do Carmo, tocada em todos os pontos do país e não só.
Será no próximo sábado, dia 1, às três e meia da tarde, na feira do Livro de Moura.
A edição é da Câmara Municipal de Moura.
A seguir ao lançamento, haverá um concerto com a Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos".

E à noite, um outro concerto com os... Virgem Suta!

segunda-feira, 20 de março de 2017

No dia 21 de Março celebramos o aniversário de Bordalo Pinheiro com a inauguração da Exposição Lisboa de Bordalo. no Museu Bordalo Pinheiro (Campo Grande - Lisboa)

No dia 21 de Março celebramos o aniversário de Bordalo Pinheiro com a inauguração da Exposição Lisboa de Bordalo.
Um passeio sobre a Lisboa do fim do século XIX, com todos os condimentos que Bordalo sabe tão bem usar: informação, talento, humor.
Venha até ao Museu 3a feira, dia 21 de Março, às 18.30, ajudar a celebrar o 171º aniversário de Rafael Bordalo Pinheiro!
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sexta-feira, 3 de março de 2017

Tertulia - Caricatura, Historia & Iconografia dia 6 de Março pelas 18h30 no Museu Bordalo Pinheiro (Lisboa - Campo Grande)





















Pense bem: já imaginou o tecto de uma biblioteca com a representação de 1.695 personalidades da História da Arte Mundial?
Foi o que o caricaturista Rui Pimentel fez para a sua casa e que agora apresenta aqui no Museu Bordalo Pinheiro, na exposição Uma História da Arte Mundial.
Irene Flunser Pimentel, historiadora, Osvaldo Macedo de Sousa, historiador do humor e o próprio Rui Pimentel vão sentar-se connosco a conversar sobre esta exposição e a interpretar a razão de ser desta escolha tão pessoal e a forma como as personagens foram representadas.
Caricatura, História e Iconografia são assim os temas que vão iniciar a conversa, que se adivinha animada !
Na próxima 2a feira, dia 6 de Março, às 18.30


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

LANÇAMENTO DO LIVRO “GAJO BORBULHA” DA AUTORIA DE MÁRIO JOSÉ TEIXEIRA – 4 de Março em Cabeceiras de Bastos

No próximo dia 4 de março (sábado), pelas 16h00, realizar-se-á na CASA DO TEMPO a cerimónia de lançamento do livro “GAJO BORBULHA”, uma publicação em banda desenhada da autoria do criativo MÁRIO JOSÉ TEIXEIRA, nosso talentoso conterrâneo. 
O “GAJO BORBULHA”, uma animada edição de autor que conta com o apoio da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, é uma sátira a alguns dos pontos-chaves do ser português, rindo-se mordazmente de si próprio e fazendo-nos rir com ele.
MÁRIO JOSÉ TEIXEIRA é um artista que se destaca pelos seus dotes mas também pela sua versatilidade, um atributo que só o talento permite e que se espalha pela ilustração, cartoon, caricatura, banda desenhada, maqueta e até pela escultura, cenografia ou carpintaria. 
Para além dos trabalhos artísticos que vai expondo, da bibliografia deste nosso conterrâneo consta outras publicações, designadamente: “TAMOS TRAMADOS” (edição de autor), “O FORAL DE CABECEIRAS DE BASTO”, “O NOSSO MOSTEIRO” e “A LENDA DO BASTO”, três edições da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto que têm como objetivo transmitir, afirmar e perpetuar junto das gerações vindouras a identidade cultural do nosso concelho e as raízes históricas das nossas gentes.

Francisco Alves, presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, e Fátima Marinho, autora local com vasta obra publicada, farão a apresentação do trabalho em referência, bem como do historial artístico do respetivo autor.

Dia 2 de Março - 18h30 - Conferência - Stuart Carvalhais e a Cidade de Lisboa por Osvaldo Macedo de Sousa no Palácio Beau Sejour (Estrada de Benfica 368 Lisboa)


Dia 2 comemoram-se 56 anos da morte deste genial artista dos humores, 
e dia 7 de Março  130 anos do seu nascimento
Nesta palestra, vamos realizar uma viagem pela sua vida e obra, principalmente nas que usam a cidade de Lisboa como cenografia humorística
GEO - Gabinete de Estudos Olisiponenses - Estrada de Benfica, 368  | 1500-100 LISBOA

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Inauguração da extensão da V Bienal de Humor Luis d'Oliveira Guimarães - Espinhal - Penela 2016 no Espaço Atmosfera M no Porto no dia 20 de Fevereiro de 2017

 A exposição de uma selecção de trabalhos da V Bienal de Humor Luis d'Oliveira Guimarães - Espinhal / Penela encontra-se patente no Porto - Espaço Atmosfera M (Rua Julio Dinis) até ao final do mês de Março




 Momento dos discursos com Fernanda de Freitas (Coordenadora do Atmosfera M), António Alves (Presidente da Junta de Freguesia do Espinhal), Luis Filipe Matias (Presidente do Município de Penela) e Osvaldo Macedo de Sousa (Director Artístico da Bienal)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Tertúlia . Rafael Bordalo Pinheiro no Brasil no Museu Bordalo Pinheiro em Lisboa no dia 22 de Fevereiro pelas 18h30

Rafael Bordalo Pinheiro viveu no Brasil entre 1875 e 1879.
É um período da sua vida menos conhecido em Portugal, apesar de ter sido muito rico e de ter deixado ficar o seu nome ligado ao humor brasileiro (nomeadamente com a publicação de jornais como o Besouro e o Psst!).
Rômulo Farias Brito é doutorando da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e está no Museu a investigar estes tempos brasileiros de Bordalo. 
Venha ouvir o resultado da sua investigação no dia 22 (4ª feira) às 18.30.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Dia 20 de Fevereiro de 2017, pelas 18h inaugura no espaço Atmosfera M do Porto a V Bienal de Humor Luis d'Oliveira Guimarães Espinhal / Penela 2016


Crónica Rosário Breve Pilhéria com pilhas au cognac por Daniel Abrunheiro

Na semana passada, dei-vos conta de (in)certa viagem minha para breve. Esta semana, digo-vos que parte desse périplo está cumprida já. Não interessa por ora aonde fui fazer o quê. Não é por rebuço de mistério que fecho isso em copas – é porque (ainda) não vem ao caso. Ao caso, todavia, vem o ganho com que fui remunerado. Digo: os ganhos, que vário me foi o lucro pessoal na & da jornada. Mostro exemplos.
Fui e vim de expresso rodoviário. Anoto: achei-me bem servido. Horário escrupulosamente cumprido. Segurança, conforto, placidez, despacho. Um senãozito apenas: à ida, tive por vizinhança de assento um papagaio ginecológico com quase tantos aniversários quantas camadas de tinta na tromba engelhada. Quase não largou o telemóvel a viagem toda. Ao filho divorciado, para inquirir se o pobre tem ou não tem visto os filhos que co-fez com a inominável outra que o trocou por um dentista do Sabugal. À filha, professora num paul de Portalegre, a demandar se sempre vai com a mamã ao espectáculo do papa Francisco (sessão dupla em Maio numa cova-da-iria perto de si). À amiga Madalena para lhe contar tudo-tudinho do que filho & filha lhe mentiram.
Estive perto – ou antes, não andou ela longe – do estrangulamento, radical remédio a que não dei deferimento por ter alergia micótica a pescoços de galinha velha e por não estar para me chatear depois com o motorista, que era um gordo feliz & sabedor das letras todas das canções todas com que a Rádio Renascença unge o desmiolado rebanho de Deus que é o meu. Lá chegámos, enfim.  
Vieram buscar-me ao ponto combinado. Recebi logo demasias de lorde. Deram-me café & conhaque, tabaco acabadinho de amortalhar, uma fotografia emoldurada do senhor presidente da Câmara a rir-se muito por ter na mão direita um saco cheio de pilhas para o pilhão & na mão esquerda um vereador de barbas oitocentistas também muito feliz por causa das pilhas e das barbas e de estar na mão do senhor presidente da Câmara, uma caneta de tinta mais permanente do que as tretas que escrevo, um CD autografado pelo Tony Carreira com espaço em branco para eu lá fingir o meu nome com a caneta nova, deram-me mais conhaque a pretexto da filosofia maravilhosa que é a de um-dia-não-são-dias, levaram-me ao W Shopping para eu fazer um poema de fazer lacrimejar os calhaus da calçada sobre a pedinte de serviço à porta, fiz o poema e fui muito aplaudido pelos analfabetos do tipo isto-é-um-país-de-poetas, levaram-me aos ombros até um tasco maravilhoso que fez da feijoada de caracoleta uma religião do palato e cujo vinho-da-casa assentava no porão como um colchão de veludo, por estar a chover ficámos deliciosamente sitiados no dito tasco, cujo conhaque-da-casa era servido a biberão aquecido, deram-me conselhos sobre como resguardar o meu desta comédia toda da Caixa Geral de Depósitos, aproveitei para mandar umas bocas impenitentes & impertinentes sobre a mansidão acrítica do vulgo cada vez que há autárquicas, coisa que não foi bem recebida porque o vulgo às vezes percebe que é corno-manso mas não gosta que lho digam nas ventas, valendo-me a intempestiva chegada, a recolher-se da chuva, da senhora que tem uma filha professora em Portalegre ou no Sabugal ou em Fátima, na altura não fui capaz de precisar e agora também ainda não.
Trouxeram-me em carrinho-de-mão de volta à Rodoviária, descalçaram-me de botas porque o inchaço das patas me dava ânsias de morrer sem ter feito mais filhos, nem escrito mais livros, nem urinado em mais árvores, à cautela marcaram-me nova viagem para quando o pus do fígado desse sinais de conformidade com os níveis impostos pela União Europeia, semearam-me no bolso da jaqueta uma de vinte para o táxi entre a gare & a mulher, pediram-me que voltasse para a semana por ser certo que o W Shopping muda de pedinte à porta, havendo pois que fazer versos novos em celebração de tal aparato. Aquiesci, claro que aquiesci.

Se por ora mais não conto, é por me faltarem as pilhas, ao contrário dos barbudos felizes para quem isto da responsabilidade é tudo uma letra vã como a das canções da Rádio Renascença. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Rui Pimentel no Museu Bordalo Pinheiro a partir de 6 de Fevereiro

Uma História da Arte Mundial é a proposta de Rui Pimentel para a exposição que inaugura no dia 8 de Fevereiro (quarta-feira), às 18.30, no Museu Bordalo Pinheiro em Lisboa (Campo Grande, 382).
São 1695 personagens notáveis (telas criadas para decorar o tecto da Biblioteca do autor) que vão povoar o Museu pela mão do caricaturista Rui Pimentel.
Ponha já na agenda!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Bariş Inan POLITICAL CARTOONIST IN PRISON SUED AGAIN FOR DRAWING ERDOGAN





Bariş Inan POLITICAL CARTOONIST IN PRISON SUED AGAIN
FOR DRAWING ERDOGAN
 Bariş Inan, a political cartoonist whose works have been published in the GUNDEM newspaper and our        magazine HOMUR, and who has been serving an aggravated life imprisonment in the Izmit-Kandira F-type Prison, has been sued for drawing the Turkish president Recep Tayyip Erdoğan as a baby in diapers. His trial will be heard on January 31- 2017, Tuesday, at the criminal court of first instance in Izmit-Kandira. Political powers behind this legal/judicial? action seem to be attempting to break new ground by suing a person that is already serving an aggravated life imprisoment sentence, who they have never considered to release at all. We strongly believe that this new lawsuit is an attack on the world of caricature, as well as on free speech and communication, and thus feel it is our duty to announce it to the public.

            HOMUR
           Caricature and Humor Group









quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

CrónicaRosário Breve A idade de Deus & a minha: descubra a diferença prática por Daniel Abrunheiro

Uma boa maneira de haver menos idiotas no mundo é não fazermos mais filhos às mulheres deles. Digo-o eu, assim um bocadito co’s nervos. Mas só um bocadito: na minha idade, é bem mais curial cansar-me galgando escadas do que dando fôlego à globalizada imbecilidade que pelo mundo campeia e ao mundo infesta.
Ah, tivera eu hoje menos uns vint’anitos no couro que decerto me indignara mais & com mais férrea força ante tanta incomunicação-dita-social do jornaleirismo-croquete em voga. Sabeis? A gula dos mirones ante as sessões de porrada Carrilho-Bárbara. A gosma dos voyeurs perante as neonamoradas do Futebol Pinto da Costa & do Sporting Carvalho do Bruno. O frisson do galinhedo paraliterário cacarejando o-Dylan-merece-o-Nobel-porque-sim-sim-senhores e/ou por-causa-disso-é-que-o-Leonard-Cohen-morreu-de-desgosto e/ou/ainda com-a-azia-o-Lob’Antunes-já-deve-andar-a-sonhar-com-pelo-menos-um-Grammy-para-o-ano-que-vem.
E depois, aquela farruscada toda da questão dos taxistas (de Lx., note-se) co’ a Uber & a Cabify, a qual só me desperta uma ilação de pronto & evidentíssimo teor homofóbicoiso e que é a seguinte: nunca é de confiar num gajo que nos deixa ir atrás. Ou então aquela que mete meninas: o Instituto Nacional de (ment’)Estatística revela que em Lisboa existem 189 meninas virgens por cada taxista sério – mas só há prova confirmada de 188.
Mais: a clara & flagrante certeza de as praxes estarem para a dignidade académica como o Relvas para a mesma. Isto por causa de uma equivalência que me parece clara como aquilo à volta da gema do ovo: se o analfabetismo funcional fizesse ondas, o ensino-dito-superior português seria um tsunami de alto-lá-co’-baile-e-pára-o-charuto.
E a carneirada das selfies? Não V. faz impressão, nas tragicomediantes redes-alegadamente-sociais, aquela malta toda só com um braço? O problema de tanta clonestupidez é afinal napoleónico: por causa do seguidismo, vai tudo para (o) maneta.
E a rábula do declara-não-declaro-nada-o-património dos indigitados (tu)barões daquela Caixa que dizem ser nossa? Ide por mim: fornicar os ricos não é sexo – é amor.
Ainda há pouco, era voz-corrente esta barbaridade acéfala: “Taxar os gajos de 500 mil euros p’ra cima é matar o investimento.” Ai é? Ai é? E fomentar o desemprego é o quê, ó cáfila de cornúpetos descalcificados?
Cá p’ra mim, a pessoa deixa de ser criança quando cessa de acreditar no Pai Natal. E volta a sê-lo quando começa a acreditar no Sócras. Foi como com aquilo das entrevistas do juiz Carlos Alexandre – só achei mal ele ter escolhido a SIC e o Expresso. Sim, mal: então duas vezes o exclusivo para o PSD-à-la-Balsemão porquê? Não há mais papagaios nas outras gamelas partidário-jornaleiras? Há. Então, quid juris?
Ai, estranha és, ó Madre-Língua-Portuguesa minha. Estranha mas bela. Bela mas estranha. Quando decides elogiar alguém, dizes: “Não há pai para fulano.” Ou seja, valorizas o fidapu. Há mas é que não confundir o burkini raso com o Burkina Faso. E saber que a frieira rebenta a pele por vir da geada islâmica. E topar de antemão que a melhor maneira de abrir buracos num green novo é praticar o golf pérsico. O Deus de cá sabe que eu nisto tenho toda a razão, o (a)lá deles é que não. Quanto a mim, só sei que a fé & a ignorância são unha-com-carne vezes demais. E que não é solução roer as unhas até fazer carne-viva.
E agora que a UE já não é só p’ra-inglês-ver? Agora que a UE já não é só p’ra-inglês-ver, retenhamos do brexit ao menos uma coisa boa, muito boa, pelo menos uma: são maiores as hipóteses de vermos menos por cá os execráveis McCann, esse inenarrável par-de-jarras que fez carreira vitalícia do abandono de três filhos menoríssimos para ir prá comezaina.
Ó pessoal, por favor atenção: apesar de todo o desarrazoado supra, sou muito menos esquisito do que o mundo em geral & do que a TV-por-cabo em particular. Ainda agora. Olhai-m’esta: acabo de ver uma série com cenas de vampiras lésbicas. Sim. Vampiras. Lésbicas. Coitadas! Devem namorar uma só vez por mês. (Como eu aqui em casa, aliás, num mês bom.) Ai, saudades do tempo da ditadura da RTP-única….Em casa de meus saudosos Pais, certa vez. Certa vez, em casa de meus saudosos Pais, o som do televisor pifou-se. A imagem, na mesma. Mas o som, népias. Eu era então tão moço, que cri com esperança naquilo resolver-se por si só. Continuei a ver. Nisto, aparecem as Doce. Lembrai-vos das Doce? Sem som embora, gostei muito de vê-las cantar. Idade feliz, essa minha. Não é como a idade de Deus. Deus perdoa, a idade não.

Nem eu.